O que não dá certo é o seu preconceito


Aqui vai um pedido: se nada der certo, pelo menos não pratique a discriminação. Por que estamos falando isso? Por causa de um show de preconceito dado em uma festa dos alunos do 3º ano do ensino médio em uma escola do Rio Grande do Sul. Na ocasião, os estudantes se fantasiaram com trajes que, segundo eles, representavam as profissões das pessoas que não deram certo na vida.

Ambulante, faxineiro, mecânico, gari, atendente de lanchonete e supermercado, churrasqueiro, pessoa em situação de rua e revendedor de cosmético foram algumas das “fantasias” escolhidas.

Onde está o problema nisso tudo? Faz parte dos deveres de todas as pessoas respeitar o próximo. Contrariando isso, a ideia da festa é baseada em desvalorizar categorias e profissões que são como qualquer outra. Que movimentam negócios, o mercado e a economia, que sustentam famílias, que são honestas, honradas e que podem fazer as pessoas felizes.

Considerar que quem trabalha em alguma dessas profissões é alguém que não deu certo na vida é estimular que essas pessoas tenham percepções negativas a respeito de suas vidas. É desmerecer o trabalho de alguém e tirar o propósito e significado dela fazer o que faz para viver. É contribuir com prejuízos à saúde emocional dessas pessoas que têm que lidar com a discriminação diariamente. É impor frustrações na vida delas.

O que dá certo de verdade é reconhecer e ser grato por ter o privilégio de escolher a própria profissão. É não desdenhar de quem não teve essa mesma vantagem. É valorizar os esforços dos outros. É respeitar. É incentivar todo tipo de trabalho justo.

Todo trabalho merece ser reconhecido como importante e, muito além disso, todo trabalhador deve se orgulhar de ganhar a vida de forma digna e sem prejudicar o próximo. Tem coisa com maior capacidade de encher o peito de orgulho do que essa? 

[newsl]

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É dia de enaltecer conquistas! #ConsciênciaNegra