A busca de uma vida mais plena

Colunista: Cláudia CruzTenho notado que muitos de nossos clientes escolhem como foco de exploração e desenvolvimento nos seus processos de coaching o tema “Realização e Propósito“.

Confesso que este assunto me intriga e me mobiliza já há algum tempo e assim como eu, eles se fazem perguntas que insistem em desafiar a humanidade: O que estou fazendo aqui? Onde eu quero chegar? O que me realiza? O que me faz feliz? O que me traz ou pode me trazer plenitude? Que legado eu quero deixar? Será que existe uma missão a ser realizada na minha vida? Como o trabalho se encaixa nisto tudo?

Convido você para explorarmos juntos algumas das facetas deste tema.  Talvez ele seja um universo novo de exploração para você e o coloque com contato com novas perguntas ou talvez este caminho traga até algumas respostas. Em qualquer um destes casos o convite está lançado.

Acredito que uma boa aproximação seria através do olhar de Abraham Maslow e seu modelo de hierarquia das necessidades do homem.

Maslow organizou as necessidades humanas nas seguintes categorias: fisiológicas (fome, sede, confortos físicos), segurança (estar fora de perigo), afetivo-sociais (necessidades de afeto, amor, amigos, integração nos grupos, necessidade de pertencer), estima (necessidade de ser competente e ter a aprovação e reconhecimento dos outros, ou seja, autoestima e estima dos outros), cognitivas (desejos de saber e de compreender, sistematizar, organizar, analisar e procurar relações e sentido), estéticas (necessidade de simetria, ordem e beleza), auto atualização (atualizar suas potencialidades, um sentido de plenitude do ser) e transcendência (conectar-se a algo maior que o ego ou ajudar outros a se autodesenvolver e realizar o seu potencial).

É fácil observar que durante nossa vida, buscamos atender uma ou mais destas necessidades.  Esta busca pode ir mudando com o tempo seja porque, já atendemos algumas necessidades mais básicas e buscamos outras mais complexas, seja pelo nosso estágio de desenvolvimento e crescimento como ser humano e como profissional.

Que tal, agora, fazer um pequeno exercício: olhar para o seu momento atual e se perguntar qual destas necessidades você busca atender com e no seu trabalho. Talvez com isto, possa ter uma ideia de algumas das forças que atuam hoje como um chamado interno para a sua realização e satisfação.

Muitas vezes, na correria do dia a dia, não entramos em contato com estas necessidades que, relegadas ao inconsciente, não serão vistas e muito menos consideradas. Este deixar de lado tem um custo para nosso equilíbrio e pode causar ansiedades, tensões, doenças e muito mais, tanto em nós mesmos quanto no nosso entorno.

Se, por outro lado, nos permitimos parar, olhar e cuidar delas, abrirmos uma oportunidade fantástica para construirmos, para nós, uma vida mais plena. Uma vida onde paramos de reagir e começamos a agir. Paramos de fugir do que não queremos e vamos em direção ao que queremos. Paramos de atender somente as necessidades dos outros e buscamos um equilíbrio entre as várias necessidades.

Por onde começar? Não existe uma receita única e sim infinitas possibilidades.

Talvez possamos primeiro, reconhecer no trabalho uma grande fonte de satisfação de necessidades não só de deficiência (do que está faltando), mas também de crescimento.

Em seguida podemos buscar respostas para as perguntas que vão definir o rumo do nosso barco, como:

– O que eu quero pra mim?

– O que tornará minha vida mais grandiosa e plena?

Depois podemos responder:

– Que tipo de trabalho, atuação, área, cargo e empresa pode me possibilitar a materialização disto tudo?

Esta ampliação de consciência em conjunto com protagonismo, onde me responsabilizo pela realidade que crio no meu mundo, são as condições perfeitas para a transformação ocorra.

Somos seres fantásticos e temos um potencial ilimitado para a realização. Este potencial fica latente esperando que a definição de uma meta clara, o mobilize e o coloque em movimento, num processo de crescimento passo a passo que pode ser de curto, médio ou longo prazo.

Já sabemos que não estamos sozinhos em nossa caminhada e não podemos ignorar este fato. Fazemos parte de grupos e, durante todo o tempo em que vivemos, influenciamos e somos influenciados nestas inúmeras relações. A escolha é nossa de estarmos abertos para o conhecimento que esta troca nos proporciona e para olharmos estas relações como facilitadoras do nosso caminho de transformação.

Daqui para frente, a viagem é sua e eu sei que como um ser único que é, encontrará um caminho inédito para sua realização! E quem sabe ele inclua também o trabalho.

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