Passividade

Por Adriano Corrêa Teixeira

Se por um lado o brasileiro é um ávido consumidor de produtos ligados à motivação que pregam a realização dos sonhos através do esforço e da dedicação individual, por outro lado somos tolerantes com a acomodação de terceiros e viciados em auxílio externo para a resolução dos problemas.

Vale lembrar que qualquer intervenção motivacional tende a se dissipar se não houver uma verdadeira intenção de enfrentar o desânimo e a passividade que enfraquecem o ímpeto da ação diante de ameaças ou oportunidades que volta e meia emergem como que surgindo de um mar revolto.

De nada adianta se apegar apenas ao otimismo e às crenças de que o universo conspira a favor, que tudo dará certo no final e que sonhos se realizam se não houver o indutor de tudo isso: a força mental de agir na hora e na intensidade certas.

No entanto, alguns parecem acreditar que a predestinação ao sucesso é uma rota sem alteração. Fosse assim, também se aplicaria ao fracasso, levando a palavra superação a perder totalmente seu sentido.  Não somos meros atores do filme “Nossa vida”, obrigados a seguir um roteiro pré-estabelecido até o final feliz. Todos são produtos de escolhas, que podem alterar suas histórias. Do contrário o miserável estaria condenado a viver assim para sempre, apenas contemplando o sucesso alheio.

Enfim, não espere alguma intervenção de terceiros ou mesmo de alguma força divina. Esta passividade não leva para onde se deseja, mas para qualquer lugar no plano aleatório. Seja franco consigo e identifique pontos de melhora, esteja mais atento para antecipar-se aos problemas e use a criatividade para contorná-los, tenha iniciativa e acredite que pode dar certo. Se falhar, não se desaponte, aprenda a se levantar para tentar de novo, pois é assim que se forma a experiência. Vale lembrar que mesmo os ícones do sucesso empresarial, em algum momento, passaram por situações de questionamento de suas capacidades e da própria viabilidade de seus planos.

Não se deixe dominar pela passividade dos que o cercam, afinal sempre será mais cômodo esperar que alguém faça alguma coisa e arque com todo ônus do risco. Mas se todos agirem assim, não será a “energia do universo” que consertará as coisas.

Adriano Corrêa Teixeira é empresário, escritor e palestrante. Pós-graduado em Marketing com especialização na ESPM-SP e com curso de Finanças pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Possui mais de 13 anos de vivência consultiva, comercial e empresarial, em multinacionais da área da tecnologia como Unisys, Xerox, IBM e AT&T e Telefônica. Há 8 anos atua como palestrante motivacional sobre consumo e mercado de trabalho pela ACTCOM – Desenvolvimento Pessoal e Financeiro. Atualmente, colabora com diversos veículos, entre sites, jornais e revistas do país. Facebook: facebook.com/actcom.dpf | e-mail:contato.actcom@uol.com.br| Canal do Youtube: actcom dpf

Planeje-se (de verdade!) para alcançar o sucesso em 2020

4 dicas para se dar bem em processos seletivos em…

Como montar um bom currículo?