A liderança imparcial: calúnia ou fato?

Colunista: Edilson MenezesOs líderes dos mais diversos segmentos de mercado podem reabrir frente às discussões que mantenham a ordem, a ética e o profissionalismo em suas operações.

Existe um desafio discreto, quiçá invisível para a liderança moderna: manter todas as pessoas relacionadas à empresa ou projeto convivendo bem, sem clima de calúnia ou fofoca. Para lograr êxito nesta demanda intrigante, a imparcialidade é fundamental.

Durante as reuniões em grupo, é importante que a liderança deixe explícita a regra de que ali não se aprova tal comportamento e que, portanto, os amigos de trabalho não podem ser levianamente acusados disso ou daquilo. Ao mesmo tempo, não pode ignorar quando em repetidas ocasiões a mesma informação lhe bate a porta. Um sinal de alerta deve ser acionado. Afinal, diante de tais circunstâncias, dificilmente existem “coincidências”.

A liderança merece estabelecer residência fixa no pequeno terreno que separa a calúnia do fato verossímil. As paredes desta casa precisam ser pintadas com a tinta da neutralidade e o protecionismo não pode entrar pelas preciosas portas desta justa casa.

Se você procura um emprego e almeja realizar o maior desafio profissional de sua vida, aí vai uma dica comportamental poderosa: Fomentar calúnia é uma atitude desprezível. Entretanto, apoiar ou calar diante do erro é igualmente vil e aos olhos das leis brasileiras, se encaixa como conivência ou cumplicidade.

Por exemplo: você presencia rotineiramente um “chefe” chamando todos de “burros”. Isso é assédio moral e a lei não está ao lado dos ofensores. Você pode suportar e silenciar por muitos anos, mas como serão os efeitos destes xingamentos na sua vida? Como estarão as pessoas com quem você trabalha e tanto admira, anos depois?

A defesa desta reflexão é justamente esta: se algo está errado, o papel da liderança, em primeiro plano, é investigar e acabar com aquilo imediatamente. Sobre a pessoa que denunciou qualquer situação inadequada, eis a postura ideal para líderes neutros:

Caso esta pessoa tenha sido injusta, levantando uma calúnia despropositada, deve ser exemplarmente punida. Enquanto se investigam os fatos, entretanto, é que surge o papel mais difícil para líderes:

Se alguém trouxe qualquer tipo de denúncia, não importa o quanto se goste dos acusadores ou acusados. Nenhuma distinção ou proteção deve ser feita para qualquer um dos lados, assim como a represália também não pode ocorrer, pois do contrário irá ferir o conceito de justiça.

Não tenho a pretensão de dizer O QUE a liderança deve fazer, mas após suas investigações, retomar as rédeas da equipe é salutar. Ensine para cada integrante a necessidade de não existir fofoca e calúnia na empresa ou projeto, mas não reincida o erro observado em algumas lideranças, ao término do século XX, que confundiu fofoca com coisa séria, pagando indenizações milionárias por assédio moral e sexual, por exemplo.

Em minhas pesquisas, pude encontrar jurisprudência estabelecida e é claro, por ética não mencionarei os nomes das empresas já punidas pela justiça, mas confesso que fiquei chocado (positivamente) sobre como estas questões deixaram de ser incipientes no Brasil.

Você duvida destas afirmações? Experimente fazer uma breve pesquisa e descobrirá que já existem organizações de vulto dedicadas a estes dois exemplos.

Você é líder ou deseja ser? Trabalha com muitas pessoas de ambos os sexos e teme que algo assim um dia possa acontecer? Aprofunde-se e aprenda como lidar com tais situações, porque a justificativa “eu não sabia nada sobre isso” decerto é inútil diante de um magistrado.

A escolha, como sempre, é apenas sua!

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