Cheguei aos 60…E agora?

Estar receptivo, com a mente aberta e espírito sereno, leva você a ter boas ideias, a ser mais criativo e a recomeçar sob outro ponto de vista

Colunista: Heloísa CapelasConforme ultrapassam as barreiras do tempo, muitas pessoas se veem confrontadas pelas famosas crises de idade. Tais crises podem aparecer quando se completa 30, 40 ou 50 anos, mas, por uma questão cultural e social, é a partir dos 60 que as inquietações se tornam mais comuns do que podemos imaginar. No entanto, a maior parte dos indivíduos que lida com essas questões o faz de forma velada, em silêncio, impulsionados por um sentimento misto de vazio, de se estar perdido, de não aceitação e de vergonha.

Desde que a ciência revelou que nosso código genético está preparado para viver 120 anos – isso mesmo, 120 anos –, reflito: por que, então, morremos 50 anos antes? A verdade é que morremos por falta de motivação. Morremos por não saber o real motivo de estarmos vivos. Por isso, simplesmente, seguimos em frente e, em especial, seguimos apenas para atender às expectativas dos outros e da sociedade.

Para muitas mulheres, essas expectativas podem significar criar e cuidar dos filhos. Quando eles se casam e deixam o lar, surge a pergunta: “e agora, o que vou fazer?”. Para os homens, que viveram para trabalhar e produzir profissionalmente, chegar aos 60 e aposentar-se leva à mesma reflexão.

A existência de tantos questionamentos reside, principalmente, no fato de que as motivações para viver surgiram de ‘fora’ e não de ‘dentro’.

Motivação interna

É natural que muitos cheguem à terceira idade sentindo-se produtivos. Eles assim se sentem porque, de fato, o são. Têm disposição, mas estão reféns de uma cultura que dita que aos 60, 65 anos, é preciso parar. Esse é o nosso paradigma atual.

A boa notícia é que todos nós possuímos as ferramentas necessárias para mudar esse paradigma. Elas estão inseridas em nosso interior. Portanto, o primeiro passo a ser dado para lidar com tudo isso é começar a desenvolver uma nova consciência. Se o mercado de trabalho, por exemplo, ainda nos obriga a parar, então que aproveitemos esse momento para recomeçar.

Afaste-se dos estigmas da sociedade: “sou velho, não consigo”. Busque, dentro de si, as motivações para viver e esteja certo de que redescobrirá a vida. Estar receptivo, com a mente aberta e espírito sereno, leva você a ter boas ideias, a ser mais criativo e a recomeçar sob outro ponto de vista.

Ainda existe tempo para ser empresário, para escrever um livro, para começar a estudar inglês, tornar-se um virtuoso pianista, aprender a tocar violão, ser artista, ingressar numa escola de pintura… Tudo dá tempo, desde que haja motivação interior.

Heloísa Capelas é diretora do Hoffman International Institute, com sede nos EUA, e do Centro Hoffman, no Brasil. Especializada há mais de 20 anos no desenvolvimento do potencial humano por meio do Autoconhecimento e do aumento da Competência Emocional. Conferencista nacional e internacional, aplica cursos com a metodologia Hoffman, considerada por Harvard um dos trabalhos mais eficazes de mudança de paradigmas para líderes. Coautora dos livros “Ser + Inovador em RH” e “Ser + em Gestão de Pessoas”. Para falar com a especialista, escreva para heloisa@centrohoffman.com.br. Visite também: www.heloisacapelas.com.br e www.centrohoffman.com.br.

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