Grafologia em benefício das organizações

Grafologia nas OrganizaçõesA cada dia surgem no mercado corporativo novas técnicas, ferramentas e tecnologias para analisar as características e comportamentos dos profissionais. Quando falamos em processos seletivos, inúmeras competências e atitudes são avaliadas e, neste contexto, a Grafologia permanece como uma ciência assertiva no auxílio do recrutamento de pessoas.

A Grafologia é um estudo que analisa a personalidade por meio do estudo dos traços da escrita. A História conta que ela surgiu no confessionário de uma igreja na Espanha, no século XIV – o rabino Samuel Hangid costumava aconselhar os fiéis depois de analisar o modo como eles escreviam bilhetes. Após muito aperfeiçoamento dos conceitos e das técnicas, surgiu, dois séculos depois, a primeira escola de Grafologia, em Paris.
No Brasil, a Grafologia chegou em 1901. Ganhou uma expressão maior a partir da década de 80, quando as empresas começaram a exigir mais qualidade de seus profissionais por conta da competitividade do mercado. A rotatividade, de modo geral, estava se tornando muito alta e, mesmo dispondo de testes psicológicos, faltavam algumas ferramentas para analisar o comportamento dos indivíduos nas organizações.  A Grafologia veio como complemento, pois possui grande assertividade e é uma análise totalmente individualizada. Por isso, tem ganhado espaço, tanto no auxílio de captação de pessoas quanto no remanejamento entre funcionários dentro das empresas.

Sandra Santos, grafóloga e master em PNL conta que as técnicas de Grafologia conseguem identificar mais de 200 características do indivíduo. “Especificamente em um processo seletivo, os principais pontos detectados são confiabilidade, facilidade ou dificuldade em aceitação hierárquica, espírito de grupo, comprometimento, se sabe lidar com pressão no trabalho e com pessoas”, aponta.
A rápida conclusão das características dos profissionais nas seleções também é uma das razões da utilização da ciência. O grafólogo realiza um perfil grafológico em, no máximo, uma hora e meia e aponta características com grande assertividade. O especialista analisa a letra e consegue identificar diversos pontos negativos e positivos, enquanto testes mais tradicionais levariam dias para ser contabilizados e analisados. “O processo todo elimina várias etapas em uma seleção e como estamos falando de uma ferramenta que é impossível de ser burlada, a análise de um texto, muitas vezes, cai em contradição com o que a pessoa disse ao selecionador anteriormente. As máscaras caem”, relata Letícia Radaic, especialista em Grafologia.

Procedimento

Ainda existe certa desconfiança por parte de muitos recrutadores e empresários em relação às técnicas, mas a Grafologia é uma especialidade totalmente científica. Em uma análise padrão, o profissional da área pede para que o analisado escreva um texto de cerca de 20 linhas. “Na primeira ou segunda linhas, a pessoa pode até maquiar alguma coisa, fazendo uma letra mais caprichosa. Porém, a partir da terceira ou quarta linha, ela passa a se expressar normalmente. A coordenação motora torna-se natural e é isto que vai fazer a expressão da letra e das palavras no papel”, explica Sandra.
Radaic exemplifica, e diz que não contrata para sua empresa pessoas que dão sinais de depressão na análise. “Linhas descendentes podem apresentar pessoas desanimadas e por isto, talvez, sem muita ação no trabalho. Hoje em dia existe uma característica muito recorrente que é a introversão. Uma letra mais miúda e fechada pode denotar essa atitude”, diz.

Como se profissionalizar

O grafólogo precisa, necessariamente, gostar de comportamento humano. No Brasil, ainda não existe uma universidade grafológica e o aprendizado e iniciação da técnica estão inseridos, na maioria das vezes, na grade curricular de cursos de pós-graduação. De qualquer forma, são poucas horas de ensinamento e cabe ao interessado se aprofundar no assunto e buscar cursos livres.
São analisados detalhes genéricos como pressão, margem, tamanho, tombamento, inclinações, ângulos, arredondamentos, entre outros.  “Não existem letras e palavras iguais produzidas por pessoas diferentes. Se tivermos 10 bilhões de habitantes no mundo, serão 10 bilhões de letras. Então, é algo totalmente individualizado”, enfatiza Sandra.
 

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