Pesquisa aponta que satisfação com superiores motiva mais que salário

Fonte: Dale Carnegie Training

A relação do funcionário com seu chefe direto A qualidade da relação com o superior direto influencia diretamente no comprometimento que o funcionário tem com suas atividades, afirma uma pesquisa recentemente lançada sobre o mercado brasileiro. O estudo foi realizado pela MSW Research para a Dale Carnegie Training, empresa focada no treinamento e desenvolvimento de habilidades interpessoais no ambiente corporativo, entre outubro de 2012 e fevereiro desse ano. Foram avaliados três mil colaboradores do mundo todo, sendo que os brasileiros são 14% destes.

De acordo com os 439 analisados, a relação do funcionário com seu chefe direto é crucial para que ele se sinta engajado à função que exerce. Apenas 3% das pessoas que estão insatisfeitas com sua chefia imediata se dizem engajadas ao trabalho. Já entre os que se dizem muito comprometidos com suas atividades, 55% estão plenamente satisfeitos com seus superiores. As qualidades mais valorizadas nesses líderes são o esclarecimento e o entusiasmo com que exercem suas atividades e se relacionam com os demais. Os chefes considerados ansiosos mantém 41% de sua equipe engajada, enquanto os mais confiantes mantém esse índice em 53%.

O mesmo vale para a relação do profissional com a diretoria da empresa: daqueles que estão insatisfeitos com a gestão, apenas 2% se dizem completamente motivados com a atividade exercida. Já entre os que estão satisfeitos com a liderança, 62% garantem ser altamente comprometidos com seus cargos. Os dados coletados no Brasil correspondem ao que foi constatado internacionalmente.

Destacam-se, também, a identificação do funcionário com os valores da empresa e o sentimento de valorização – que chegam a ser citados como mais importantes que os salários por 65% dos avaliados. Destes, dois terços declararam que estão dispostos a fazer um grande esforço para que sua empresa atinja as metas estipuladas. Além disso, 64% dos trabalhadores engajados afirmam que o salário não é a principal razão para permanecerem no emprego.

Esse dado é endossado pelos demais resultados obtidos durante a pesquisa: enquanto a relação com a chefia é primordial, na maioria dos casos o salário não é decisivo. Metade dos que se declaram desengajados mudaria de emprego caso a nova proposta representasse um aumento salarial de apenas 5%. Por outro lado, apenas um quarto dos funcionários engajados consideraria trocar sua vaga atual, mesmo que o aumento oferecido fosse de 20%.

A pesquisa conduzida pela Dale Carnegie Training mapeou diversos outros aspectos, tanto nacional quanto mundialmente. As perguntas avaliam o comprometimento do trabalhador      com suas funções sob várias perspectivas: desde seu grau de instrução até o tamanho da empresa em que trabalha, a área que atua e o salário que recebe.

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