Profissão de Perito Digital deve crescer nos próximos anos

Espionagem, fraudes bancárias, golpes virtuais, invasões de computadores: assuntos como esses são cada vez mais frequentes, tanto na internet, como nos noticiários. Com isso, aumenta a procura por um profissional que saiba rastrear crimes cibernéticos ou preveni-los.

Alguns setores do governo, polícia e grandes corporações procuram mais profissionais capacitados para executar este tipo de trabalho, e é neste contexto que cresce a procura por peritos digitais.

O especialista forense computacional é o responsável, entre outras ações, por rastrear um criminoso virtual. Durante a investigação policial, é imprescindível que o profissional tenha conhecimento de como a informação trafega, identificar o problema na raiz, ou seja, fazer o caminho contrário e descobrir de onde veio a mensagem.

Analisar imagens e informações de celulares e computadores é parte da atuação do perito digital. Este tipo de profissional é requisitado nos mais variados segmentos digitais, pois, as invasões e abusos se concentram nestas ferramentas.

Para Jeferson D’Addario, Coordenador e Prof. dos cursos de Pós-Graduação em GTSI – Gestão e Tecnologia em Segurança da Informação e do curso de Investigação de Fraudes e Forense computacional, na FIT – Faculdade Impacta Tecnologia de São Paulo, a área forense computacional será um dos ramos que mais devem crescer nos próximos anos. “A criminalidade cibernética aumenta em números alarmantes, com isso, a necessidade de proteção é fato. Muitos alunos têm conseguido bons empregos antes de concluir a pós-graduação, e muitos outros profissionais já empregados, procuram a faculdade para aperfeiçoar seu conhecimento. Não basta o conhecimento técnico, precisa aprender sob questões jurídicas, sobre comportamento e processos de investigação.” – explica Jeferson.

Qual formação o perito digital deve ter?

Segundo o especialista o profissional precisa ter um conhecimento avançado em tecnologia da informação, preferencialmente em redes, sistemas operacionais e aplicações.Existem alguns cursos de pós-graduações como o CEH, SANS GIAC, Certified Cyber Forensics Professional (CCFP) do ISC2, por exemplo.

Ele ainda ressalta que para atuar na área deve-se “ter estômago”: “Na verdade tem muito trabalho e tem que ter coragem dependendo do foco de atuação. Existem vários tipos de crimes digitais hoje, desde pedofilia, a drogas e coisas mais pesadas. O salário inicial pode variar ainda como estudante de 2 a 3 mil, e na média para quem já tem algumas ‘horas de voo’ de 7 a 15 mil por mês”.

“Para ter sucesso, o perito deve ter o perfil metódico, organizado, com boa memória, autodidata, saber escrever e redigir documentos, ter inglês e espanhol em nível avançado tanto para ler, escrever ou falar, além de honesto e com muita curiosidade”, conclui o professor.

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