Política salarial

Colunista: Sebastião Augusto PerossiEstabelecer as diretrizes para movimentação das pessoas dentro das organizações e como estruturar o pacote de remuneração, são pilares que sustentam o processo de gestão de cargos e salários.

A movimentação salarial, em geral, acontece por término de experiência, promoção, enquadramento, mérito/performance, tempo, adicionais legais e reajustes de data-base (convenção ou acordo coletivo). Neste contexto é essencial que as empresas definam as regras para orientar as alterações salariais. Como exemplo destaco:

  • Quando da promoção haverá período de experiência (ex.: 30, 60 dias) para que o funcionário tenha o novo cargo e salário?
  • E o reajuste salarial a ser aplicado será total, independentemente do percentual, ou terá um limite (ex.: 15%), sendo o restante parcelado?
  • No caso de ser parcelado, qual será o critério?
  • Como será a política de meritocracia (ex.: periodicidade, reajuste mínimo e máximo)?
  • Quais ferramentas de avaliação serão usadas para mapeamento das pessoas que deverão ter o mérito (ex.: avaliação de desempenho, por competências, nine box)?
  • Todos os cargos e/ou níveis serão elegíveis à meritocracia?


Percebe-se que, com a definição dos critérios a gestão fica transparente, as regras ficam claras, facilitando o processo de comunicação.
A definição do pacote de remuneração deve levar em consideração o conceito de remuneração estratégica. Esta premissa proporciona condições para que se pense estrategicamente nos cargos/papéis da empresa, mapeando-os em relação a posições críticas e/ou estratégicas e/ou chave considerando as necessidades do negócio.
Após o mapeamento dos cargos o próximo passo é definir o posicionamento perante o mercado (ex.: média, mediana/percentil 50, terceiro quartil) em relação ao segmentos de cargo a serem considerados. Esta análise deve considerar também a fixação do pacote de remuneração envolvendo salário base, remuneração variável a curto e longo prazo e benefícios.
O dia a dia da aplicação da política, aliado à maturidade do processo, poderá trazer oportunidades de melhoria.
Seguir regras e aceitar a orientação de limites não compromete sua liberdade, mas pode fortalecer e equilibrar a sua gestão nos processos.

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