Relacionamento no Trabalho: Como Administrar?

“O poder pode ser alcançado por meio do conhecimento; mas só o amor nos leva à perfeição.” Tagore

Colunista: Waleska FariasNão tem jeito, independente do lugar, quando o coração acelera, a boca fica seca, o olhar torna-se fixo e as pernas tremem é sinal de que o cupido acertou o alvo. Um só já não faz mais sentido. Dois é a medida ideal. Muitas vezes o cenário desse acontecimento é justamente o local de trabalho. E, então, o que fazer?

Relações profissionais decididamente não impedem vínculos afetivos. Contudo é preciso ter maturidade para administrar relações afetivas no ambiente de trabalho. Os enamorados devem ser cautelosos e agir com discernimento para contornar as situações que possam advir desse envolvimento para que a ética seja preservada e o desempenho das funções não seja comprometido. Alguns casais, temerosos, optam por esconder a relação e acabam vivendo um papel duplo, onde horas os dois surgem como meros colegas e em outros momentos cedem ao encantamento e deliciam-se como protagonistas de uma cena amorosa de fazer inveja até mesmo aos deuses do olimpo.

Tentar esconder o relacionamento, de fato, não é a melhor opção. Aliás, na percepção de George Herbert “Amor e tosse, impossível ocultá-los”. No entanto, os colaboradores, se trabalharem em uma empresa que declaradamente proíbe o namoro entre seus colaboradores, podem até esperar um tempo para terem certeza de que a relação vai vingar, mas depois é prudente que comuniquem aos seus gestores, evitando expor-se sem necessidade como sair de mãos dadas, mandar declarações de amor por e-mail ou trocar mensagens por celular. Aliás, esse comportamento deve ser evitado mesmo quando todos na empresa sabem do caso.

Quando o líder é o contemplado o relacionamento é um pouco mais delicado e pode sugerir complicações, pois na posição de líder não é chefe apenas do funcionário com quem está tendo um relacionamento, mas de todo um grupo. Quando vem uma situação de promoção, pedido de dispensa, reconhecimento ou recompensa financeira fica difícil ser isento. Pode, inclusive, na intenção de ser imparcial preterir a pessoa para que o favorecimento não seja motivo de comentário ou promovê-la e se tornar refém dos comentários do grupo.

O ideal é que o líder frente a situações de envolvimento coloque as cartas na mesa e deixe clara a posição da empresa quanto à questão de envolvimentos afetivos para que todos saibam o que se adéqua ou não às regras praticadas, externando também sua opinião e a forma como decide lidar com a situação.  Afinal, o que é combinado é justo e não sai caro!

 

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