14/03/2011 - Um head hunter ligou, o que você deve fazer?
Várias são as razões pelas quais um executivo decide se esta pode ser a hora de mudar de emprego.
Mas, onde quer que você, executivo, esteja trabalhando, saiba que o almoço nunca é de graça. Há que trabalhar duramente e enfrentar as desvantagens periféricas do sucesso ? e não pense que o maior trabalho é assinar autógrafos.
Em primeiro lugar, o executivo sofre pressões de toda ordem. Nossos dados dão conta de que 43% dos homens executivos e 53% das mulheres executivas têm muito ou intenso estresse.
Pelas pesquisas, as principais razões de pressões no trabalho de um executivo são estas:
Contribui para o desgaste de muitos casamentos o tempo que o executivo dedica ao trabalho: 54,0 horas semanais, em número médio, para os executivos em geral. Pela tabela a seguir pode-se ver que, quanto mais alto o nível hierárquico, mais horas o executivo trabalha. Se não se pode considerar que esta seja uma bela recompensa do sucesso, pelo menos evidencia uma empolgação com o trabalho, que se transforma num delicioso vício à medida que a idade avança.
Mas gostar de trabalhar é uma coisa, e gostar do clima e da cultura da empresa onde se está trabalhando é outra. Imagine que, num momento em que você avaliou bem o seu nível de satisfação, cai do céu um telefonema de um head hunter. Como você se deve se comportar?
Anote essas sugestões que poderão ser úteis para uma conversa produtiva.
Mostre atitude positiva e segurança.
Você consegue isto tendo, no seu dia-a-dia, um planejamento de carreira muito claro, sabendo o que seria importante obter em uma eventual mudança de emprego.
Ouça com atenção o que for dito.
Esteja aberto às propostas, mas nunca se precipite. Cuidado e canja de galinha não fazem mal a ninguém.
Ter cuidado implica, primeiro, determinar a legitimidade do recrutador.
Não se sinta constrangido de pedir informações ? afinal, você pode estar depositando o seu futuro profissional nas mãos dessa pessoa. Pergunte (e cheque depois) o endereço e comprovações profissionais. Indague do estilo de trabalho: saiba se o recrutador atua sob contingência (recebe remuneração somente se o candidato que indica for contratado) ou empreitada. Confirme, mais tarde, os contatos, para estabelecer a credibilidade e a reputação dessa pessoa.
Tenha sempre à mão um currículo atualizado, pronto para ser enviado.
Se a conversa não interessar, descarte logo a oferta e encerre o contato.
Se quiser, ofereça-se para indicar outra pessoa para o cargo.
Se você se sentiu atraído pela oferta, procure identificar qual é a empresa que contratou o head hunter.
Pesquise com atenção as características da empresa, a partir de informações que o próprio recrutador deve fornecer, como balanço, notícias de jornais e revistas etc. Se a empresa tiver um web site, faça uma visita. Se conhecer alguém que trabalhe na empresa, procure saber o que pensa sobre o clima e a cultura da empresa.
Não banque o difícil.
Aceite encontros, retorne chamadas telefônicas. Coopere.
Não minta. Nunca. Sobre nada.
Fale claramente e verdadeiramente sobre a sua experiência profissional, educação ou remuneração.
Dê nomes e telefones de suas referências.
Isto mostrará que você nada tem a esconder.
É importante que você não se queime nem com o head hunter nem com o seu empregador atual.
Por isso tome precauções no ambiente de trabalho: a despeito de todos os cuidados e confidencialidade, você pode se distrair e escorregar. Conte aos seus superiores que têm recebido ligações de head hunters, mas que isso não significa que esteja procurando emprego.
Você até pode usar uma oferta para conseguir aumento no emprego em que está.
Mas cuidado: essas estratégias podem ser tiro saindo pela culatra. O seu atual empregador pode aproveitar para aceitar o que ele considera um pedido de demissão.
Deixe que o head hunter interfira em seu nome na negociação de remuneração e benefícios.
Já que ele é remunerado pela empresa contratante, quanto mais ele conseguir para você, mais terá para si próprio. Portanto, considere-o como uma espécie de advogado de defesa, no processo.
Não deu certo?
Tenha em mente que de cada 200 pessoas consultadas para uma vaga por um head hunter, talvez 20%, ou 50 candidatos, passem pelo primeiro crivo, que cinco serão finalistas, e que apenas um terá o emprego. Não encare uma rejeição como uma questão pessoal: o processo de busca objetiva um profissional perfeito para aquele cargo, e se você não foi escolhido, certamente foi bom ter acontecido, porque a vaga não era mesmo feita para você.


