Universidades Corporativas

Muitas empresas já perceberam que investir em treinamento é a melhor forma de garantir a qualidade dos serviços prestados pela empresa. Mas, para transmitir aos colaboradores a visão de negócios da organização, elas vão além e muitas possuem, atualmente, universidades corporativas. Como esta, da rede de fast food árabe Habib’s.A universidade, que possui um campus dentro do escritório central da empresa no bairro do Morumbi, foi criada há menos de dois meses para dar continuidade ao contato entre diretoria e funcionários, o que antes era feito por meio do livro “As 77 regras de ouro do Habib’s”, escrito pelo proprietário da empresa, Alberto Saraiva.”Depois do livro, e depois de ter treinado mais de duas mil pessoas no Brasil, fizemos vestibular para aferir conhecimentos e demos prêmios para quem estudou. Aí o nosso desafio foi: como manter esse conhecimento, retroalimentar esse conhecimento e principalmente evoluir esse conhecimento? A gente precisava ensinar as pessoas como selecionar bem uma equipe, porque isso não está escrito no livro. Esse é o papel da universidade: ampliar os conhecimentos e evoluir os conhecimentos do negócio”, afirma Ana Paula César, diretora de Recursos Humanos do Habib’s.Espaço físicoA estrutura é digna de uma instituição de ensino. O campus, luxuoso e confortável, possui cafeteria, uma cozinha experimental, biblioteca, acesso a computador e os auditórios, onde acontecem as aulas. Francisca está na empresa desde a fundação, há vinte anos. Atualmente, é uma das pessoas que ensinam na prática, os segredos da cozinha.”Aqui é muito bom para se trabalhar, dá oportunidade para as pessoas, e eu acho que tive muitas oportunidades. Já trabalhei em vários setores”, diz Francisca Carvalho, auxiliar de comunicação e eventos.Para os funcionários do Brasil todo agendarem os cursos, é necessário, apenas, acessar o portal da empresa na internet.”A gente tem a escola de competências de gestão, onde existem os cursos voltados ao aperfeiçoamento dos nossos líderes e à formação dos futuros [líderes], onde damos ferramentas de gestão, tudo o que interessa às lideranças; temos a escola de competências técnicas, que dão os cursos sobre os processos da organização, sobre como fazer cada função e cada procedimento da loja. Temos a escola de competências essenciais, que é a primeira escola que o funcionário, quando entra, frequenta. É nela também que eles recebem o livro das 77 regras, fazem o treinamento sobre o negócio, têm o curso de integração e o curso de atendimento ao cliente, que é a base de tudo aqui. Por fim tem a escola de competências do desenvolvimento humano, que é onde a gente se propõe a melhorar o profissional como um todo. A gente trabalha comportamentos, trabalho em equipe, relacionamento interpessoal, comunicação etc.”, explica.A iniciativa já está gerando frutos, como o maior interesse dos colaboradores em estudar e progredir na carreira.”O maior desafio da universidade é fazer com que as pessoas evoluam nos seus atos. Não dizer que elas troquem os atos, mas acabam evoluindo. É difícil você perceber um hábito e adotar outro, perder uma forma de trabalhar e adotar outra. O desafio então está baseado nisso, no processo de educação, ou seja, das pessoas realmente se sentirem estimuladas a ousar, a aplicar uma nova metodologia de trabalho”, finaliza.

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