O profissional de Enfermagem

EnfermeiraDurante séculos, a Enfermagem formou profissionais comprometidos com a saúde e o bem-estar do ser humano. A atividade já era identificada desde o Velho Testamento, quando mulheres, exclusivamente, cuidavam, em especial, de pessoas com deficiência e idosos, a fim de garantir a sobrevivência da raça humana.

Em 12 de maio é comemorada essa profissão milenar em homenagem ao nascimento de Florence Nightingale (12 de maio de 1820), considerada a fundadora da Enfermagem moderna. No século XIX, a atividade foi reconhecida como profissional e institucionalizada na medicina moderna na Inglaterra. A partir daí, foi ganhando força na sociedade como um todo, e hoje é referência quando o assunto é cuidar de pessoas.

O enfermeiro é um profissional preparado para atuar em todas as áreas da saúde: assistencial, administrativa e gerencial. Ele atende pacientes ou clientes em clínicas, hospitais, ambulatórios, empresas de médio e grande porte, transportes aéreos, navios, postos de saúde e em domicílio, mais conhecido como home care. No Brasil, há uma subdivisão na equipe de enfermagem, constituída basicamente pelas seguintes funções:

Enfermeiro profissional com graduação universitária (quatro anos) em Enfermagem. Muitos possuem especialização em determinadas áreas como Cardiologia, Necrologia e Dermatologia. Existe a possibilidade de formação em mestrado e doutorado. O enfermeiro coordena e supervisiona a equipe de Enfermagem, além de executar os planejamentos dos cuidados a pacientes. Este profissional realiza a sistematização de assistência de Enfermagem, que é o exame físico do paciente, para fazer a prescrição e indicar aos técnicos e auxiliares de enfermagem quais os cuidados com determinado paciente.

Técnico de enfermagem – é o profissional de nível técnico, geralmente feito em dois anos. O técnico realiza algumas funções que são do enfermeiro, mas é necessária a presença deste último profissional para a execução. É responsável pela administração de medicamentos, cuidados ao paciente (higiene corporal, mobilização no leito, etc.), monitoramento dos dados vitais, entre outros. Ele elabora relatório do atendimento feito e comunica anormalidades à sua supervisão e ao plantão médico.

Auxiliar de enfermagem – possui apenas o ensino médio, mas passa por curso básico (duração de um ano) de auxílio aos profissionais. Conhecido como o “faz tudo”, executa funções mais elementares como dar medicamentos, aplicar injeções, arrumar cama, trocar roupa dos doentes, dar banho e limpar os ambientes dos pacientes.

Existem 1,6 milhão de profissionais no Brasil envolvidos em Enfermagem, segundo último levantamento feito pelo Cofen – Conselho Federal de Enfermagem -, com sede no Distrito Federal. 44% desse total são de técnicos de enfermagem, 41% de auxiliares e 15% de enfermeiros.

A profissão é, desde sua origem, comandada por mulheres. Os homens também estão ingressando na ocupação, mas a grande maioria ainda é feminina, com 89,1% dos profissionais registrados, de acordo com o Sindicato dos Enfermeiros de São Paulo. “A tendência é que cresça o número de pessoas do sexo masculino, até porque há a preocupação de desmistificar o fato de que só a mulher sabe cuidar de pacientes; temos investido muito no envolvimento dos homens na enfermagem”, revela Solange Aparecida Caetano, presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP).

Segundo o Guia de Profissões e Salário da Catho, o mercado de trabalho para o profissional de Enfermagem está aquecido, sendo que a média nacional de salário é de R$ R$ 2.664,38.

Evolução da profissão

O avanço das tecnologias influenciou muito em toda a medicina, na busca de curas e procedimentos mais eficazes para os enfermos. A área de Enfermagem também se beneficiou dessa evolução, e hoje o enfermeiro pode realizar procedimentos com mais precisão e rapidez. A presidente do Sindicato exemplifica: “Antigamente, tínhamos que colocar um termômetro no paciente e tomar o cuidado para não baixar essa temperatura acidentalmente. Hoje, temos um termômetro digital que além de temperatura, indica frequência cardíaca, pressão arterial e todos os sinais vitais do paciente”. Mas, para ela, “por mais que a tecnologia tenha avançado em prol da profissão, ela jamais substituirá o trabalho dos enfermeiros”.

A humanização, inclusive, é uma das causas que todos os atuantes na enfermagem defendem. Apesar de todos os procedimentos técnicos e estudos que essa atividade requisita, o paciente espera do enfermeiro um cuidado especial e atenção. De acordo com Solange, a maior vantagem da enfermagem é o contato existente com os pacientes. “É a troca que temos com eles e com suas famílias. É a interação, carinho e amor que recebemos daqueles que cuidamos”, completa. Márcia Bizaia, gerente de enfermagem do Hospital São Caetano, concorda e diz que a existência do enfermeiro no hospital é pelo paciente, e a cada dia, essa pessoa confia mais no profissional. “Tenho pacientes que só aceitam receber medicamentos, por exemplo, por mim ou na minha presença”, observa.

Ensino x humanização

Na última década, houve um grande crescimento de faculdades e cursos particulares voltados para a enfermagem. Com esse fato, aumentou o trabalho do Cofen e dos Corens (Conselhos Regionais) junto ao Ministério do Trabalho para uma reavaliação do currículo escolar da enfermagem. O resultado dessa análise foi o aumento da grade curricular para resgatar e melhorar a qualidade da formação.

A gerente de enfermagem, Márcia Bizaia, avalia a situação atual: “As instituições de ensino não valorizam a humanização do serviço”.Segundo ela, os profissionais chegam aos hospitais apenas com o conhecimento técnico e aprendem a se relacionar com os pacientes apenas na prática do dia a dia. “Então, acredito que as faculdades e cursos deveriam focar mais neste lado também”, opina.

Ainda para Márcia, ver um paciente entrando praticamente sem vida no hospital e depois vê-lo andando e saudável é muito gratificante. “Acaba compensando todo o desgaste com plantões e situações críticas que vemos no dia a dia”, finaliza.

Dia do Comprador

#MáscaraSalva | Máscara Inclusiva para deficientes auditivos

Impactos da pandemia na geração de empregos