A tecnologia tem revolucionado a forma do ser humano se comunicar, socializar, atuar nas diversas áreas, produzir cultura, entre outros.
Um dos ramos que tem sido tomado pelos avanços tecnológicos e promete dar maior comodidade para as pessoas é da Medicina.
A telemedicina é a prática médica que consiste no monitoramento de pacientes e de exames, além da troca de informações médicas, dando apoio a medicina tradicional.
É por meio dessas novas técnicas que profissionais podem ter acesso aos dados de qualquer lugar do mundo, por meio de computadores, tablets ou smartphones com acesso à Internet.
Publicada em fevereiro deste ano, a Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) nº 2.227/18 regulamentou essas novas formas de atendimento a distância no país.
Assim, os médicos brasileiros poderão realizar consultas online, telecirurgias e telediagnósticos. Essa modalidade é muito eficiente principalmente para pacientes que moram em regiões remotas ou têm dificuldade de locomoção.
Vamos explicar alguns dos procedimentos que são beneficiados pela inteligência artificial da telemedicina.
- Teleconsulta: nesse caso, a consulta é mediada por tecnologias porque paciente e médico estão em localidades diferentes.
- Telediagnóstico: laudos de exames são enviados pela Internet para o paciente, que pode ter acesso de acordo com as instruções da organização.
- Teleinterconsulta: por meio do ambiente virtual, médicos trocam informações entre si, com ou sem a presença do paciente.
- Telecirurgia: nesse caso, o procedimento cirúrgico é feito por um robô por meio de manipulação de um médico habilitado.
- Telemonitoramento: o médico pode ter acesso a informações sobre o estado de saúde do paciente.
Em que precisa se formar?
O especialista em Telemedicina está ganhando cada vez mais espaço no mercado. Apesar disso, a prática ainda é relativamente nova no país. Esse profissional atua dando suporte aos especialistas da área de saúde. Mas, para que essa comunicação entre os médicos e entre médico x paciente aconteça de forma satisfatória e clara, o técnico em Telemedicina precisa interferir.
É ele quem presta o suporte durante a montagem de equipamentos de Internet, vídeo e áudio, bem como orienta os profissionais a utilizar os meios de forma adequada, por meio de treinamentos. Por isso, o técnico precisa estar sempre a par das novidades da tecnologia da informação, que está em constante mudança.
Para tornar-se um técnico em Telemedicina, é necessário que o profissional tenha graduação em cursos relacionados à tecnologia como telecomunicações, informática ou sistemas voltados para o ramo de saúde. Com o conhecimento adquirido na área, é hora de especializar-se em Telemedicina.
Uma das instituições que oferta a pós-graduação em Telemedicina é a Universidade de São Paulo (USP). A especialização dura oito semanas e os estudantes adquirem o conhecimento sobre os equipamentos e serviços de teleassistência e telediagnóstico que serão utilizados na profissão.
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