Home Office pode ser o grande vilão

As empresas precisam estar atentas a alguns fatores antes de consolidarem as práticas de home office. É preciso, por exemplo, avaliar como as informações sensíveis e sigilosas serão tratadas e protegidas durante as operações remotas dos seus colaboradores. Empresas que desenvolvem serviços e produtos baseados em informação estão susceptíveis a terem as suas políticas de privacidade de dados afetada e sofrerem punições legais dos seus clientes se não desenvolverem uma estrutura que garanta a segurança desses detalhes em atuações remotas dos colaboradores.

Outro ponto crucial para que o home office seja interessante para ambas as partes é a forma de controle das atividades, tempo de trabalho e resultados produzidos. Sem uma estrutura de avaliação e controle eficiente, a empresa pode ter uma perda de produtividade ou os colaboradores podem acabar trabalhando horas a mais e não terem as suas horas extras pagas.

Além disso, a empresa, por continuar a ser responsável, deve ter maior cuidado na orientação dos colaboradores sobre as normas de Medicina e Segurança do Trabalho. Já por parte do colaborador, ele deve entender que as suas responsabilidades também aumentam ao trabalhar em casa, visto que deverá prover um espaço de trabalho livre de distrações e com as condições necessárias para a execução das suas tarefas com o mesmo nível de produtividade.

 

Quando o Home Office se torna uma solução

A prática de home office é uma demanda muito exigida pelos colaboradores. Os principais fatores que justificam este desejo é o aumento de produtividade (29,4%), a melhora da qualidade de vida (25,5%) e equilíbrio entre vida pessoal e profissional (21,6%).

O trabalho remoto pode, realmente, potencializar a qualidade de vida dos profissionais, principalmente para aqueles que moram distantes do trabalho e não precisariam perder de duas a três horas de deslocamento no trânsito infernal das grandes cidades.

Este tempo extra também proporciona a possibilidade de estar mais perto da família ou de resolver problemas pessoais pontuais, como a realização de exames médicos, a resolução de problemas burocráticos em bancos e repartições públicas, etc.

Já as empresas podem colher frutos incríveis com a aplicação de home office. Apenas para exemplificar, segundo o Estudo Oxford, esta é uma das melhores formas de reter talentos com 83% das respostas na pesquisa realizada.

 

A conclusão não é tão simples

Visto isto, perceba que a prática de home office deve ser avaliada caso a caso e implementada com atenção, considerando todos os riscos. Só assim empresa e colaboradores poderão ter um modelo de trabalho que funcione e que seja saudável para todos.

 

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Sobre o autor
Allan Lopes é  Coaching Sistêmico, membro da Internacional Coach Federation, Master Practitioner em PNL e especialista em gestão de performance e em processos de mentoring e coaching aplicados ao ambiente corporativo. Sócio da Soar Desenvolvimento Humano e responsável pela área de Consultoria em Recursos Humanos.

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