Você fala bem em público?

Colunista: Reinaldo PassadoriCuriosamente, um dos maiores medos dos executivos, é o medo de falar em público, conforme resultados de pesquisas feitas nos Estados Unidos, na Austrália e no Brasil, em alguns casos até sobrepondo-se ao medo da própria morte.

Apesar de parecer tarefa fácil, levantar-se, dirigir-se a um palco, diante de um microfone e atrás do microfone uma plateia e aquele mar de olhos direcionados para você na verdade, não é tão simples assim.

Primeiro, mesmo que você tenha se preparado no conteúdo e treinado em casa, aparecem, em maior ou menor grau, algumas manifestações involuntárias no seu corpo: tremedeira, gagueira, sudorese, taquicardia, fuga de ideias, (o famoso “branco”) em alguns casos dor de barriga e paralização generalizada. Já ouvi relatos sobre pessoas que desmaiaram nessa hora.

Os problemas são inúmeros e comecei este artigo apenas citando um deles que é o medo de falar, mas mesmo superada essa fase, aparecem outras limitações, relacionadas à voz, ao corpo, ao vocabulário, à gramática, algumas vinculadas à prolixidade e outras, à falta de organização e planejamento.

Acreditando na importância da comunicação para o profissional que busca êxito na carreira, qualquer que seja ela, sugiro fazer uma autoanálise das suas características.

Ao perceber características positivas, excelente, parabéns, pois não aconteceram por acaso, entretanto, ao perceber que há limites e dificuldades, sugiro que faça algo a respeito, lembrando-se sempre que não somos valorizados pelo que sabemos, mas pelo que fazemos, daquilo que sabemos.

Para apoiá-lo nesse estudo, apresento algumas perguntas. Sugiro que anote as respostas ou reconheça o que precisa ser feito e tome a iniciativa de melhorar continuadamente a sua habilidade para falar em público, quer seja através de leitura de livros e de cursos especializados a respeito.

As perguntas são as seguintes:

1-      Como você se sente quando tem a “missão” de falar em público?

2-      Quando ocorre a ansiedade e suas respectivas manifestações, como reage?

3-      Reconhece alguns desses sintomas: – gagueira, sudorese, taquicardia?

4-      Como você faz para controlar a tensão inicial?

5-      Você se julga uma pessoa tímida?

6-      Quais os seus pontos fortes, como comunicador(a), que podem gerar segurança?

7-      Você se julga flexível a ponto de se ajustar ou calibrar a sua linguagem aos diversos tipo de público?

8-      O que é “Empatia”  para você?

9-      Você tem um rico e ágil vocabulário?

10-  Você dirige ou participa de reuniões?

11-  Você tem, sob sua responsabilidade, a liderança de outras pessoas?

12-  Faz negociações?

13-  Aproveita as oportunidades para fazer discursos (em festas, homenagens, solenidades em geral)?

14-  Você é convidado para proferir palestras?

15-  Se convidado, como se sai?

16-  Já ouviu sua voz em um gravador?

17-  Como a percebe? (pontos positivos e negativos)

18-  Fala depressa ou devagar demais?

19-  Sabe variar a voz para manter as pessoas interessadas em você?

20-  Onde coloca as mãos quando fala em pé, em público?

21-  Faz gestos adequados ao conteúdo?

22-  Olha nos olhos das pessoas ou para um ponto fixo?

23-  Fala caminhando pela sala ou pelo palco?

24-  Domina o uso de recursos audiovisuais?

25-  Sabe usar, com propriedade, um microfone?

26-  Como você organiza suas ideias? Conhece algum método para se organizar?

27-  Sabe utilizar, com propriedade, histórias e ilustrações em geral?

28-  Conhece estratégias para iniciar, desenvolver e concluir uma apresentação?

29-  Você identifica algum vício de linguagem, do tipo “tá”, “certo”, “né”, e outros?

30-  O que você faz para manter as pessoas interessadas no que diz?

31-  Quais os seus pontos fortes  em apresentações em público

32-  E os fracos?

O que desejo, com essa proposta de reflexão, é que tome consciência, muito mais do que das suas características sobre comunicação, mas sobre a importância da comunicação na sua vida e na sua profissão. Conhecemos pessoas que sabem muito e se comunicam pouco, não ascendem profissionalmente. É mais fácil encontrar pessoas que não sabem muito, mas se comunicam bem em cargos mais elevados e bem remunerados.

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